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Sustentabilidade

O Atlas do Biometano do LNEG já está online

A Waymotion desenvolveu, com o LNEG, o visualizador que abre ao público o Atlas do Biometano para Portugal Continental — onde há matéria-prima, onde há procura, e onde faz sentido instalar uma unidade de produção.

A Waymotion desenvolveu, com o LNEG, o visualizador que abre ao público o Atlas do Biometano para Portugal Continental — onde há matéria-prima, onde há procura, e onde faz sentido instalar uma unidade de produção.

Índice

Já está online o novo visualizador do Atlas do Biometano do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG). Qualquer pessoa pode agora explorar de forma interativa o potencial do biometano em Portugal Continental e aceder aos dados que o sustentam.

O Atlas é uma das peças do Portal do Biometano, a plataforma do LNEG dedicada ao Plano de Ação do Biometano 2024-2040 e à sua implementação. Até aqui, era um estudo. Passa a ser uma ferramenta que se usa.

O objetivo do Atlas

Instalar uma unidade de produção de biometano é uma decisão de território antes de ser uma decisão de engenharia. Depende de haver matéria-prima suficiente por perto, de haver quem consuma o gás produzido, e de haver infraestrutura de rede a que ligar.

Do lado da oferta, estão georreferenciadas as fontes potenciais de biogás — aterros de resíduos urbanos, ETARs, agroindústria e resíduos agrícolas — com os volumes estimados em m³/h e classificados em quatro escalões, de muito baixo a alto. Do lado da procura, estão os consumidores industriais com maior intensidade térmica, como a cerâmica e o vidro, os polos do setor dos transportes, os pontos de injeção na rede de gás natural e as unidades autónomas de gás.

O território está dividido numa grelha de 20 × 20 km², num total de 278 quadrículas que cobrem Portugal Continental.

Cinco cenários

O visualizador permite alternar entre cenários em vez de obrigar a ler um mapa único:

  • Produtores, em todos os tipos de origem ou excluindo os sobrantes agrícolas;
  • Consumidores, isoladamente;
  • Produtores × Consumidores, o cruzamento que revela onde oferta e procura coincidem — também nas duas variantes, com e sem sobrantes agrícolas.

A distinção entre cenários com e sem sobrantes agrícolas não é um detalhe: é a diferença entre o potencial teórico e o potencial mobilizável a curto prazo, porque a recolha de sobrantes agrícolas dispersos tem uma logística própria que nem sempre se justifica.

Sobre estes cenários podem ligar-se duas camadas de contexto: as unidades de produção existentes e as zonas vulneráveis a nitratos, estas últimas relevantes porque é onde a valorização de efluentes agropecuários tem maior interesse ambiental.

Dados abertos

A informação chega ao visualizador por integração com os Dados Abertos do Geoportal do LNEG.

Está também disponível, a partir do Atlas, a documentação da metodologia que suporta os cálculos, para quem quiser perceber como se chegou aos valores antes de os usar.

Relevância do Atlas

Tornar a informação pública acessível, visual e transparente é o que separa um relatório de um instrumento de decisão. O Atlas do Biometano não decide nada por ninguém — mas permite que um promotor, um município, um investigador ou um regulador comecem a conversa a olhar para os mesmos dados.

É esse o contributo que procurámos dar: apoiar a transição energética e o desenvolvimento dos gases renováveis em Portugal com ferramentas que qualquer pessoa consegue abrir.

Fica o agradecimento à equipa do LNEG pela colaboração ao longo do projeto e pela criação dos dados a serem disponibilizados pelo Atlas.


O Atlas do Biometano pode ser explorado em biometano.lneg.pt/atlas.

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